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Tristan Gommendy fala da vitória em Itália e da temporada até ao momento

Tristan Gommendy fala da vitória em Itália e da temporada até ao momento 10/11/2008

Sempre que um desportista embarca numa nova aventura tem que, por mais rico que seja o seu palmarés, provar o que vale como se estivesse a começar do zero. É assim no futebol, é assim nas quatros rodas e, como não podia deixar de ser, é também assim na Superleague Formula, como Tristan Gommendy tão bem o sabe e o sentiu na pele.

Várias foram as críticas de que foi alvo desde o início do ano pelos resultados obtidos sem que ninguém se lembrasse dos feitos já conseguidos no passado. Afinal de contas, se uma bola, que é uma coisa simples e com uma única forma tem amiúdes vezes vontade própria e não quer colaborar entrando na baliza, o que dizer, ou esperar, de um carro, que é uma coisa extremamente complexa e composta por várias formas?

Conquistada a primeira vitória de uma época que começou de forma difícil e, pelo caminho, oferecendo aos fãs a melhor corrida do ano, o gaulês do FC Porto reafirmou os seus créditos. Numa entrevista exclusiva à superleagueformula.com falou da temporada até ao momento e do atribulado fim-de-semana que terminou com o hino dos Dragões a ecoar pelo traçado de Vallelunga, a casa de asfalto da AS Roma... a equipa que os azuis e brancos bateram ao cair da bandeira de xadrez.

Superleague Formula: Tiveste um fim-de-semana de altos e baixos em Vallelunga. Conta-nos como foi.
Tristan Gommendy: “Foi mais de altos do que de baixos, o que é importante! Cometi um erro durante a segunda sessão de treinos livres e tive de enfrentar as consequências durante o resto do fim-de-semana, mas consegui ultrapassar as dores da mão partida durante as corridas.”

SF: Como é que te sentes depois da tua primeira vitória na Superleague Formula?
TG: “Sinto-me realmente muito bem, é claro. Como a equipa disse 'Bem-vindo de volta!'”

SF: Fala-nos da corrida. Quando ultrapassaste o PSV Eindhoven e depois a AS Roma no final da corrida.
TG: “Foi uma corrida complicada porque os clubes italianos estavam a lutar de forma muito intensa pela vitória em casa. Mas fui o mais rápido neste fim-de-semana e a equipa fez um trabalho fantástico tanto com o carro, que estava excelente depois de o recuperarem após o acidente, como na troca de pneus. Quando vi que tinha o segundo posto ao meu alcance não hesitei e, depois, quando vi que estava a apanhar a AS Roma puxei ainda mais, como a minha equipa me disse para fazer. Quando me colei ao carro da Roma foi uma questão de esperar pela melhor oportunidade, o que não ia ser fácil, mas o Perera acabou por alargar uma trajectória e não me fiz rogado.”

SF: Num registo mais descontraído, qual foi o segredo da tua vitória: a lesão na mão, ou a nova equipa técnica, a HiTech Racing?
TG: “Talvez as duas!”

SF: Melhoraste em todas as corridas, excepto na azarada jornada do Estoril, e agora conseguiste a tua primeira vitória. Como é que vez a temporada até ao momento?
TG: “Sem testes e treinos antes do início da época não podias esperar um bom início. Mas o campeonato ainda não terminou, pelo que temos de esperar para ver como é que tudo acaba. Mas tenho conseguido melhorar as minhas prestações e os resultados após a mudança para a HiTech Racing falam por si...”

SF: O que esperas de Jerez? Conheces a pista?
TG: “Corri em Jerez pela última vez há cinco anos, o que é muito tempo e faz com que não me lembre bem da pista. Mas uma vez lá, e feitas algumas voltas, estou certo que me voltará tudo à mente. O que espero? O mesmo que este fim-de-semana em Itália... Sem saídas de pista e mãos partidas, é claro!”

SF: Tendo em conta que há apenas mais uma jornada, até onde é que tu e o FC Porto podem chegar no campeonato este ano?
TG: “Não quero pensar em termos de campeonato uma vez que dou o meu melhor em todas as corridas.”

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